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Diretor de Marketing da Nufarm, Fernando Manzeppi, fala sobre perspectivas dos defensivos no Brasil

julho 16 2019

TecNufarmFernando Manzeppi – Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT) e pós-graduado em Gestão do Agronegócio pela FGV-SP, Manzeppi ingressou na Nufarm no ano de 2005, como assistente técnico de vendas e desenvolveu sua carreira nas áreas de Marketing e Vendas da empresa australiana.

1. A Nufarm está presente no mercado de defensivos há anos e hoje figura entre os principais fornecedores mundiais, e vem crescendo sua participação também no mercado nacional. Quais foram as principais estratégias adotadas pela empresa para alcançar esse sucesso e quais mercados vem focando na venda de defensivos?

R: Passamos a investir na inovação atrelada a nosso portfólio de tecnologias pós-patente, que sem sombra de dúvidas figura hoje entre os mais completos do mercado. Ampliamos também, de forma contínua, nosso portfólio de produtos e tecnologias. Somente este ano, com vistas à próxima safra, teremos em torno de 10 lançamentos voltados às principais culturas agrícolas brasileiras. Outra estratégia importante e vitoriosa da Nufarm foi a de criar mecanismos e produtos financeiros que permitissem aumentar o acesso do produtor e do distribuidor às tecnologias da marca: vendas em barter, emissão de CRA – Certificado de Recebíveis do Agronegócio e outros modelos de negócios.

2. Após anos de crescimento, as vendas de defensivos no Brasil vêm reduzindo desde 2016. Mesmo assim, ainda há grande espaço para crescimento novamente das vendas destes insumos no país. Qual a perspectiva da Nufarm no mercado de defensivos, e quais fatores podem impulsionar o retorno de vendas mais fortes no Brasil?

R: A questão climática é sempre uma incógnita no Brasil, daí ser necessário ponderarmos a respeito antes de partir para projeções. Entendemos que a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos tende a beneficiar o agronegócio brasileiro e contribuir na melhora dos indicadores de vendas de agroquímicos. Chuvas em excesso nos Estados Unidos, por exemplo, atrapalham o plantio de soja e milho. O impacto desse cenário deve favorecer o Brasil com a melhora nos preços das principais commodities agrícolas. Com melhores preços, há mais motivação para o agricultor investir na produtividade. Acreditamos ainda que com o crescimento projetado para a área cultivada da soja, que segundo especialistas deve ser da ordem de 2%, abrem-se perspectivas para a recuperação gradual nas vendas de agroquímicos, principalmente fungicidas.

3. Ao longo dos anos o produtor rural vem se especializando, buscando informações e soluções para o campo. Que tipo de serviços a Nufarm propõe para o agricultor e como elas podem ajudar cada vez mais em seu conhecimento no campo?

R: Estamos em plena era da digitalização do campo. Nos dias de hoje cabe às empresas de agroquímicos, além de entregar bons produtos e propostas de valor competitivas, levar até seu cliente serviços de suporte, em tecnologia, para que haja ganhos na relação custo-benefício de tratamentos. A Nufarm tem investido bastante na área. São exemplos dessa estratégia o sistema NuPasto, que orienta o controle de plantas daninhas em áreas de pastagem por meio de recursos digitais e uso de drones e o WeedApp, este um aplicativo auxiliar na identificação de plantas daninhas e de ingredientes ativos indicados ao controle. Temos ainda a Calculadora de Crucial®, que permite ao agricultor obter com precisão as melhores estratégias de controle de plantas daninhas com a aplicação do herbicida Crucial®, produto líder em seu segmento e já aplicado em mais de 70 milhões de hectares de lavouras brasileiras. Levamos ainda informação tecnológica de qualidade ao campo através do programa TecNufarm, realizado todos os anos, em toda a fronteira agrícola brasileira. São encontros tecnológicos reunindo pesquisadores, professores de universidades, agricultores e distribuidores Nufarm. Nos eventos, são apresentados e debatidos programas de tratamentos de doenças, pragas e plantas daninhas e inovações desenvolvidas pela Nufarm na área, e chanceladas por especialistas de renome. Para a próxima safra, a Nufarm anunciará novas tecnologias em suporte à aplicação de seus produtos, em linha com a digitalização da agricultura.

4. O mercado internacional passou nos últimos anos por um momento de forte turbulência de falta de produto e alta nos preços. Alguns ativos, como o Glifosato, já mostram sinais de melhora, com uma oferta maior e preço mais competitivo. Como a Nufarm atravessou esse período, quais as medidas que foram tomadas e como deve se comportar de agora em diante?

R: Acompanhamos com atenção à questão do glifosato e nos preparamos para lidar com ela e com seus desdobramentos. Nos mantivemos competitivos nas vendas de glifosato nas últimas safras. Ressaltamos que enxergamos no glifosato um item indispensável nos dias de hoje, e pelos próximos anos, para o sucesso da agricultura brasileira e mundial. Trata-se de um produto aliado da competitividade agrícola, eficiente, indicado a produtores que perseguem a produtividade e a nações que têm sua economia atrelada ao agronegócio. Se aplicado conforme as normas que regem a utilização de defensivos agrícolas, o glifosato traz benefícios e diferenciais competitivos ao campo.

5. Como repercussão dos problemas do mercado de genéricos, como falta de produto, e também a maior toxicidade dessas moléculas, o mercado de produtos de maior tecnologia está ganhando mais força. Como é a área de pesquisa e desenvolvimento da Nufarm? Existem novidades em termos de moléculas de maior tecnologia para as próximas safras?

R: O portfólio de moléculas pós-patente da Nufarm conta com diversas tecnologias de ponta. Nossa área de pesquisa e desenvolvimento trabalha em novas soluções que irão beneficiar o produtor brasileiro. Temos portfólio de ponta para aplicação em todas as culturas de importância econômica do País. A Nufarm trará ainda várias novidades ao produtor na próxima safra, com lançamentos em diferentes categorias de produtos e segmentos de mercado. Temos uma unidade produtiva de ponta instalada na região Nordeste que na safra passada nos permitiu atender com excelência ao mercado brasileiro, situação que se repetirá na safra que vem aí.

6. O Brasil é um importante mercado para os produtores de defensivos, que vem investindo cada vez mais, não só na formulação de produtos no país, mas também na síntese das moléculas aqui. Quais investimentos a Nufarm vem fazendo no Brasil? Alguma molécula já é sintetizada no país? Existem planos para trazer essa operação para cá?

R: O Brasil é um mercado estratégico para a Nufarm. Investimentos contínuos têm sido realizados pela empresa no País e no agronegócio brasileiro. Não comentamos sobre síntese de produtos, em respeito à nossa política comercial e à nossa estratégia de negócios. Ressaltamos, contudo, que mantemos no Brasil uma unidade produtiva moderna, alvo de permanentes investimentos em tecnologia, laboratórios e inovação. Com isso, estamos prontos para atender às mais diferentes demandas do agricultor brasileiro em diferentes culturas, incluindo grãos, cana-de-açúcar, café, citros e hortifrutis de maneira geral. A operação da Nufarm no Brasil está fortemente estruturada, consolidada. Investimos ainda na inovação atrelada ao desenvolvimento de novas soluções de manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, em laboratórios e a campo, com a participação de renomados cientistas, pesquisadores e consultores técnicos independentes. A operação da Nufarm no Brasil cresce significativamente, safra após safra, graças a esses investimentos e também a iniciativas voltadas ao fortalecimento da relação empresa com o agricultor e com seus distribuidores.